As negociações já decorriam desde Junho, altura em que a produção da Saab parou. O objectivo era desenhar um plano de "ajuda externa capaz de “assegurar a estabilidade da empresa a curto prazo”, através de uma injecção de capital, de acordo o El País.A Pang Da e a Youngman chegaram a propor um financiamento 200 milhões de coroas suecas (cerca de 22 milhões de euros). Oferta que a Swedish Automobile recusou, segundo informações do jornal sueco Svenska Dagbladet.
Na passada segunda-feira, o grupo anunciou que não tinham chegado a acordo com os parceiros chineses, acusando-os de não terem “cumprido o compromisso” de encontrar uma solução para a construtora de automóveis sueca, segundo o jornal francês Le Monde.
Já em Setembro a Saab tinha apresentado em tribunal um pedido de reestruturação da empresa. Ao mesmo tempo, pediu a suspensão dos pagamentos aos seus credores por falta de fundos para continuar a produzir e dar resposta à procura.
Trabalhadores e fornecedores respiram de alívio
Em declarações ao jornal sueco Svenska Dagbladet, o presidente da associação comercial de fornecedores escandinavos, Frederick Sidahl, confessou estar aliviado com a venda da Saab, pois agora a fábrica vai poder retomar a produção. Sidahl admite ainda que o facto de a venda ter sido feita a parceiros chineses representa uma situação "financeiramente estável".
Também Kenneth Trei, vice-presidente da unidade da Saab em Trollhättan, mostrou-se feliz com a compra da empresa e confiante em relação ao futuro. "Agora existe uma maior esperança no futuro e isso dá-nos espaço para respirar", afirmou em declarações ao Svenska Dagbladet.
Sem comentários:
Enviar um comentário